Um filme inteligente com muito humor e um final surpreendente.
domingo, julho 26, 2009
A GAROTA DE MÔNACO
Um filme inteligente com muito humor e um final surpreendente.
sábado, julho 25, 2009
CORAÇÃO VAGABUNDO
Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo o que quer ....
Coração Vagabundo é uma das músicas que mais gosto de Caetano Veloso - do CD Caetano Veloso e Gal Costa - Domingo (1967).
O documentário Coração Vagabundo que estreou nesta sexta-feira, 24 de julho, é uma viagem - mostra as viagens de Caetano Veloso por São Paulo, Nova York, Tóquio, Osaka e Kyoto - durante o lançamento do álbum "A Foreign Sound", primeiro CD de Caetano só com músicas em inglês. Filmado entre 2003 e 2005, o documentário tem participações do cineasta Michelangelo Antonioni, David Byrne, Regina Casé, Pedro Almodóvar, Gisele Bündchen e Paula Lavigne. A produção é de Raul Dória e Paula Lavigne. A maioria das imagens foi captada com uma câmera digital operada pelo próprio diretor, Fernando Grostein Andrade. ADOREI !!!!
Caetano se mostra nos shows, nos making of, na TV, caminhando pelas ruas, dando opinião sobre tudo (como é bem do estilo dele) - uma delícia - divertido, emocionado e emocionante.
Caetano fala que New York e Madrid são duas cidades que gosta muito, cidades que escolheria para morar.
Faz uma homenagem a Michelangelo Antonioni - canta uma música que fez para ele - e comenta que Profissão: Repórter (com Jack Nicholson e Maria Schneider) é seu filme preferido.
Declara que a melhor música do século XX é a americana, no que é contestado por Hermeto Pascoal, que chama Caetano de "musiquinho", irritado com essa declaração.
Aqui, o trailer oficial do filme:
MEU CORAÇÃO NÃO SE CANSA
DE TER ESPERANÇA
DE UM DIA SER TUDO O QUE QUER
MEU CORAÇÃO DE CRIANÇA
NÃO É SÓ A LEMBRANÇA
DE UM VULTO FELIZ DE MULHER
QUE PASSOU POR MEUS SONHOS
SEM DIZER ADEUS
E FEZ DOS OLHOS MEUS
UM CHORAR MAIS SEM FIM
MEU CORAÇÃO VAGABUNDO
QUER GUARDAR O MUNDO
EM MIM
MEU CORAÇÃO VAGABUNDO
QUER GUARDAR O MUNDO
EM MIM
Sempre achei Caetano um super intérprete. No filme, canta músicas de outros compositores tão maravilhosamente, de um jeito que encanta a platéia, deixando todo mundo com vontade de cantar junto, esquecendo que estamos numa sala de cinema. Listo aqui as canções que mais gostei no filme, além de Coração Vagabundo:
Brasil Pandeiro (Assis Valente)
Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
Cucurucucu Paloma ( Tomás Méndez - interpretado no filme HABLE CON ELLA, de Pedro Almodovar)
So in love (Cole Porter, do musical KISS ME KATE - outra versão de A MEGERA DOMADA, de Shakespeare )
Terra, Leãozinho, Trilhos urbanos e Desde que o samba é samba (todas de Caetano Veloso)
Não deixe de ver esse filme. Recomendo !!!!
E agora, selecionei alguns vídeos de músicas que curti no filme. Boa Viagem!
segunda-feira, julho 20, 2009
PARIS - O FILME
(Paris, França, 2008, 130min)
É um filme para ver e se deliciar com as imagens de Paris.
São várias histórias que se cruzam formando uma história única, em que a cidade é a maior protagonista. Viaje !
domingo, julho 19, 2009
WALTER CRONKITE
sábado, julho 18, 2009
THE IMPOSSIBLE DREAM
Selecionei aqui dois vídeos. Um com Elvis Presley interpretando a canção do filme e outro com a cena final. Boa viagem!
To dream the impossible dream
To fight the unbeatable foe
To bear with unbearable sorrow
To run where the brave dare not go
To right the unrightable wrong
To love pure and chaste from afar
To try when your arms are too weary
To reach the unreachable star
This is my quest
To follow that star
No matter how hopeless
No matter how far
To fight for the right
Without question or pause
To be willing to march into Hell
For a heavenly cause
And I know if I'll only be true
To this glorious quest
That my heart will lie peaceful and calm
When I'm laid to my rest
And the world will be better for this
That one man, scorned and covered with scars
Still strove with his last ounce of courage
To reach the unreachable star
domingo, julho 12, 2009
ROBERTO CARLOS 50 ANOS - POR TRÁS DAS CÂMERAS
Micos e Patos: 68.000 pessoas pagaram o maior "mico" ontem no Maracanã enquanto 1.000.000 de pessoas, que acompanharam pela Rede Globo, pagaram o maior “pato”.
Meus correspondentes presentes ontem no Maracanã me contaram uma versão do show de 50 anos do Rei, que não bate em nada com a versão platinada da TV, nem com notícias divulgadas por sites de “celebridades”, argh, durante o show:
Para começar, foi um show pela metade - o som falhou de cara na apresentação do Rei . Anunciaram: E AGORA COM VOCÊS ROBERTO !!! (faltou o CARLOS).
Chovia muito. Roberto Carlos quis parar quando a chuva aumentou, mas o show teve que continuar . Parece que a Globo não deixou, entendendo que a platéia adorava o caminho dos índios.
Não havia capa de chuva suficiente, resultado: muita gente "ensopada".
As velhinhas, e havia um montão delas, fãs incondicionais do Rei, derrapavam no estrado que cobria o gramado; pneumonia na certa, quando não, ortopedista.
Cerca de 80% do público que lotava o Maracanã deixou o show no meio, quando o temporal desabou. Pessoas que se protegiam da chuva sob as marquises dificultavam a saída. Os policiais desapareceram; as fardas não são impermeáveis...
Os taxis desapareceram da porta do estádio, prolongando o sofrimento dos sem-capa.
Para não mostrar cadeiras vazias lá na frente, a organização favoreceu a invasão da ala VIP, pois, afinal, todos os pintos molhados se parecem.
As falhas técnicas não pararam do início ao fim. O som estava horrível, nem Roberto escutava bem: de tanto ajeitar o ponto no ouvido, parecia que estava fazendo teste de um novo aparelho de surdez.
O segundo telão do lado esquerdo, no meio do gramado, apagou; quando tentavam ressuscitá-lo era o maior ruído com explosões multi coloridas que impediam a escuta e a visão.
Roberto Carlos e os músicos ficavam no palco a meia luz durante os intervalos dos comerciais, sem papo com o público.. Ignorada, a platéia aplaudia da mesma forma: a meia palma.
Continuar o show, no meio da tempestade, sem as condições mínimas, foi um desrepeito com aqueles que fizeram de Roberto Carlos, Rei.
NASCI PARA BAILAR não inventa dança falsa. Lamenta o ocorrido no Maracanã, torce que no próximo show, no Ibirapuera, o Rei, ao menos, chegue de alma lavada...
DETALHES DO SHOW DE ROBERTO CARLOS - 50 ANOS
DETALHES
PROPOSTA, SEU CORPO, OS SEUS BOTÕES, CAFÉ DA MANHÃ
COMO É GRANDE O MEU AMOR POR VOCÊ
AMIGO
JOVEM GUARDA
Nunca se esqueça nenhum segundo que eu tenho o amor maior do mundo.
Como é grande o meu amor por você !!!!
Veja a seleção que a Globo fez do show em 50 momentos. Clique para ver.
E na Rádio Globo, uma seleção de 15 músicas essenciais de RC.
Clique para ouvir.
sábado, julho 11, 2009
FESTA DE ROBERTO CARLOS NO MARACANÃ
Roberto Carlos se emocionou e emocionou a platéia com declarações de amor, nesse show inesquecível para mim e milhares de fãs.
Por que você vem comigo
É que isso tem valor
Só vale o paraíso com amor ...
Conto os dias, conto as horas pra te ver
Eu não consigo te esquecer ...
Você foi a mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu ...
Só no Maracanã eram 68.000 pessoas. Pela rede globo e pela internet, outras milhares. Uma comemoração de 50 anos de reinado para o Rei da MPB.
A primeira música só podia ser EMOÇÕES. Confira.
Outro momento de grande emoção foi o encontro com Erasmo Carlos., o parceiro, amigo e compadre. A outra convidada, a ternurinha Wanderléa, completou o trio da Jovem Guarda, relembrando as jovens tardes de domingo da TV Record.
Roberto contou histórias, como: Calohambeque foi a primeira canção em parceria com Erasmo.
E a primeira música romântica que fizeram juntos foi PROPOSTA - maravilhoso início = uma das minhas preferidas:
Eu te proponho
Não dzer nada
Seguirmos juntos na mesma estrada...
As músicas escolhidas para o show foram 31:
1 - Emoções
2 - Eu te amo
3 - Além do horizonte
4 - Amor perfeito
5 - Detalhes
6 - Outra vez
7 - Aquela casa simples
8 - Meu querido, meu velho, meu amigo
9 - Lady Laura
10 - Nossa Senhora
11 - Mulher pequena
12 - Calhambeque
13 - Caminhoneiro
14 - Do fundo do meu coração
15 - Eu te proponho
16 - Seu corpo
17 - Os seus botões
18 - Café da manhã
19 - Cavalgada
20 - Amigo
21 ~ Sentado à beira do caminho
22 - Ternura
23 - Eu sou terrível
24 - É proibido fumar
25 - Namoradinha de um amigo meu
26 - Quando
27 - E por isso estou aqui
28 - Jovens tardes de domingo
29 - Como é grande o meu amor por você
30 - É preciso saber viver
31 - Jesus Cristo
São tantas as canções bonitas de Roberto, que sempre fica um gosto de quero mais.
Eu gostaria que ele tivesse cantado ainda :
Quero que vá tudo para o inferno
Sua Estupidez
As curvas da estrada de Santos
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Esqueça
Canzone per te
Maria Carnaval e Cinzas
Não quero ver você triste assim
Olha
Bem, seria um outro show. Vou fazer esse pedido a ele; quem sabe ele me atende ....
quarta-feira, julho 08, 2009
A PSICANÁLISE NÃO INTERPRETA MICHAEL JACKSON
A psicanálise não interpreta; são os artistas que nos interpretam - que fazem a gente pensar diferente, ver o mundo diferente. Eu não interpreto Michael Jackson, disse Jorge Forbes, ao ser entrevistado por Mônica Waldvogel, na Globo News, na noite da cerimônia de despedida de Michael Jackson, num ginásio com mais de 20.000 pessoas em Los Angeles.
Depois da emoção do funeral - o espetáculo divulgado no mundo todo - fica fácil cair na babaquice das explicações e justificativas, no reducionismo de achar que o fenômeno Michael Jackson se explicaria pelo pai tirano e pela infância perdida.
Só um psicanalista como Jorge Forbes poderia chacoalhar nossas certezas com suas frases :
A psicanálise serve para lembrar que pessoas como Michael Jackson - que são a arte encarnada - são elas que nos interpretam, que nos comovem. Essa tentativa de encarcerar Michael numa figura qualquer patológica é ruim, mesmo quando é ele quem faz isso.
Todos nós temos um interrogante em nós, sabendo que sempre existe um descompasso entre o que se sente e o que se diz. A gente vive desse descompasso. Os artistas vivem isso mais claro e têm a tarefa, a responsabilidade de sustentar isso.
O meu Michael Jackson não é o seu, nem o da filipina, nem o da japonesa, nem o do americano. Isso explica a comoção mundial: porque ele não é de ninguém. E como ele não é de ninguém, cada um de nós pode ter o seu Michael Jackson e cada um pode fazer com ele uma história diferente.
O que faz uma obra de arte ser imortal, um quadro ser imortal, um livro ser imortal, é exatamente o fato dele escapar sempre a todas as tentativas cognocíveis de apreendê-lo. Michael Jackson é isso. A meu ver, é um dos últimos mitos do mundo pós-moderno.
Antigamente tínhamos, como hoje, uma grande platéia para uma pessoa. Agora teremos pequenas platéias para muitas pessoas. É o processo conhecido como cauda longa - uma grande distribuição de artistas para inúmeros grupos.
Michael Jackson morreu no momento em que iria retornar. Cada um de nós ficará com uma idéia do show que ele não fez. Ele morreu no momento da esperança, o que contribui no envolvimento de todos nós, pois, todos sonhamos juntos o momento desse show em Londres.
Todo talento é alguma coisa que nos diferencia do grupo. As pessoas fazem análise para suportarem as suas qualidades; as pessoas tem que se responsabilizar pelo seu desejo sem se preocupar com a expectativa do outro e inventar seu modo de vida.
O artista mostra a necessidade a cada um de nós suportar a singularidade. Isso não é fácil. Há pessoas, como Pelé, que suportam melhor o seu talento, e outros que suportam mal - são os mascarados. Muitos perde suas carreiras por suportarem mal seu talento.
Hoje o mundo está de luto. Nós perdemos a maior expressão da música popular do século. Nós ficamos de luto sem sabermos exatamente o que perdemos e nós tentamos, de alguma maneira, emplacar Michael Jackson, engessá-lo, de alguma maneira.
Cada um tem duas opções nesta vida: ou você consegue se responsabilizar por sua singularidade, ou, você vira genérico. Se você suportar o desentendimento, suportar o mau entendimento, suportar a angústia desse mundo sem padrões, suportar a singularidade, então sua possibilidade de se manter nesse ponto é muito maior.
Nesse momento atual, da globalização, estamos numa outra relação com os heróis. Eles sempre existirão. Antes, o herói era um exemplo a seguir. Hoje, o herói não é aquele que entrega a vida a grandes causas. O herói será aquele que nos iterrogará, que nos fascinará, que nos equivocará e nos mostrará algo diferente e diverso como Michael Jackson.
Uma grande análise. Um excelente programa.
Se você perdeu, ou quer ver de novo, o programa será reprisado hoje, quarta-feira, às 11:30h e às 17:30h - na Globo News - canal 40.
O vídeo já está disponível. Confira:
domingo, julho 05, 2009
BALANÇO DA FLIP
As mesas que mais gostei da FLIP 2009 foram Chico Buarque / Miltom Hatoum e Antonio Lobo Antunes. Domingos de Oliveira também se destacou.
Miltom Hatoum falou de seu livro ÓRFÃOS DO ELDORADO - resultante de histórias de Manaus que ficaram em sua memória (Miltom é de Manaus). Foi um livro encomendado que devia ter aproximadamente 25.000 palavras / 100 páginas. Quando se deu conta o livro já tinha 200 páginas. Milton fez um esforço para reduzí-lo - teve que repensar o livro e escrever um romance mais curto. A persongem principal, Dinaura, lembra muito Matilde, a personagem de LEITE DERRAMADO.
Chico Buarque diz que seu livro é conciso - teria 20 páginas se não fosse a repetição, que faz parte do estilo. O mote do livro, contou Chico, foi a música "Velho Francisco", música de sua autoria. Começou a pensar no livro ao ouvi-la na interpretação de Mônica Salmaso.
A conversa e as histórias desses dois escritores foi um grande momento da festa literária deste ano.
Ántonio Lobo Antunes, português, médico psiquiatra que virou escritor - tem 24 livros publicados - a grande surpresa da FLIP. Foi entrevistado por Humberto Werneck, que participou na FLIP do ano passado com seu livo O SANTO SUJO - comentado aqui no blog como um dos livros que mais gostei nesse ano. Uma mesa deliciosa, com o título ESCREVER É PRECISO - uma verdadeira aula de escrita, da paixão pela arte de escrever.
Lobo Antunes tem uma boa relação com o Brasil - seus avós paternos vieram para Belém do Pará no século XIX e ele mergulhou na literatura brasileira desde então. O primeiro poeta que leu aqui foi Manoel Bandeira. Escrevia escondido de sua mãe. Um dia seu avô lhe perguntou: _ Ouvi dizer que você escreve versos. Você é veado?. Diz-se conhecedor da poesia brasileira, mas não tem boa relação com a prosa: " Assim que começo a ler quero corrigir tudo". Anotei algumas de sua frases interessantes:
Todo livro é uma reflexão profunda sobre a arte de escrever.
Jorge Amado era muito maior que seus livros.
Um livro é um organismo vivo.
Quando escreve, você tem que ter uma mão feliz. Se ela é feliz, o livro sai.
Só vale a pena escrever se você acha que está escrevendo uma obra prima.
Escrever é, sobretudo, corrigir o que já escreveu.
Temos que escrever para a eternidade.
É um desafio escrever um livro que você acha que não será capaz de escrever.
É preciso tirar a gordura, escrever cada vez mais no osso.
Nunca deixe para o dia seguite uma frase com ponto final; é mais fácil de continuar.
Se alguém quer ser escritor tem que ver como o Garrincha chuta a bola.
O escritor tem que trabalhar 10 horas por dia: 2 horas para escrever e 8 horas para corigir.
O nome do leitor é que devia estar escrito na capa do livro.
Livro bom é aquele que foi escrito só para mim.
Escrevo um livro para corrigir o anterior. Ficamos sempre aquém daquilo que escrevemos; então o melhor é escrever outro livro.
O trabalho de editar é um trabalho arriscado, um trabalho difícil.
Um problema é saber quando um livro está acabado. É como uma mulher que deixa de gostar de você - ela fica num canto da cama e não deixa ser tocada por você. Um livro está terminado quando você não consegue mais corrigi-lo.
Clique no link para saber mais de Lobo Antunes: http://www.ala.nletras.com/Reality Show - exibicionismo, exposição, invasão de privacidade, limite entre público e privado - foram temas também desta FLIP. Fizeram parte desse estilo na FLIP deste ano: Catherine Millet, Sophie Calle, Gregoire Bouillier e Gay Talese.
Sophie Calle se expõe e expõe seus parceiros. O jornalista Gregoire Bouillier, adepto da vida pública, terminou seu romance com ela enviando-lhe um e-mail. Sophie divulgou esse email e fez uma obra sobre o acontecido. Vieram a público, na FLIP, discutir sua relação.Gay Talese, americano filho de italianos, jornalista e escritor, era um dos grandes nomes da FLIP. Famoso por seu jornalismo literário - realista (novo jornalismo) e suas crônicas como "Frank Sinatra está resfriado", teve um boa participação na FLIP. Mas a exposição de sua relação com sua editora e mulher deixam-no na categoria reality show. É a arte do excesso, dos novos modelos da globalização.
E a pior mediadora foi Maria Rita Khel, que deixou a escritora Catherine Millet - que transformou sua vida privada em pública - sem saber do que se tratava a entrevista. Não consegui ver até o final essa mesa de domingo - a mediadora a tornou insuportável. Vai aqui um alerta aos organizadores: os mediadores devem ser escolhidos com muito cuidado. Falar em "retorno do recalcado" - lacanês de quinta categoria num evento literário popular é inadmissível!!!
O melhor programa - ouvir Maria Martha, no Café Margarida.O melhor point - Café Paraty. Pelo lugar; pelo pastel de camarão ou bacalhau; pelo arroz de polvo e pela banda de rock de Paulo Meyer.
Até a FLIP 2010 !!!!
sexta-feira, julho 03, 2009
ÁGUA NA BOCA
- você toma café da manhã no jardim do COXIXO
- encontra Amyr Klink saindo do barco e conversa sobre sua próxima viagem
- está com seus filhos, filhos de amigos e afilhados nesta festa literária
- seus amigos te guardam um lugar especial para assistir a conferência mais badalada da FLIP
- a mesa traz Miltom Hatoum e Chico Buarque juntos - o maior show literário da FLIP
- Miltom Hatoum lê trechos de seu livro ÓRFÃOS DO ELDORADO
- Chico Buarque lê trechos de seu livro LEITE DERRAMADO
- Chico e Miltom contam detalhes da criação de seus livros e você participa da história
- Chico conta histórias de seu pai, sua família, sua vida
- Miltom e Chico falam que um roubou a história do outro
- você consegue tirar essas fotos desses momentos mágicos ...
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir ....
quinta-feira, julho 02, 2009
E VAI ROLAR A FESTA
Mas o show não contagiou o público como nos anos anteriores - Adriana estava mais para um barzinho e violão do que para a festa de Paraty.
Na quinta-feira começou a maratona de conferências literárias. A melhor foi a mesa com Domingos Oliveira - SEPARAÇÕES. Domingos deu um show. Rodrigo Lacerda, que dividia a mesa com ele foi apagado pela presença de Domingos.
O mico do dia foi Richard Dawkins - autor de O GENE EGOÍSTA. Cheio de frases prontas do senso popular, não deu conta de ir além em suas análises, ficando sempre na superfície. Um Paulo Coelho da Biologia, como disse um amigo.
Luiz Felipe estava super contente por sua estréia na FLIP com a conferência de Richard Dawkins - veio de São Bento exclusivamente para vê-lo, ouvi-lo e cumprimentá-lo.
Se quiser saber mais sobre o que rolou na festa literária de Paraty, acesse o blog da FLIP:
quarta-feira, julho 01, 2009
FLIP 2009
O show de abertura será com Adriana Calcanhoto, logo após a conferência sobre Manoel Bandeira.
Para as mesas literárias que seguem de 2 a 5 de julho são esperados grandes nomes da literatura mundial - nacional e internacional. Nomes como Catherine Millet, Chico Buarque, Domingos de Oliveira, Gay Talese, Milton Hatoum, Zuenir Ventura, estão entre os convidados.
Você pode conferir toda a programação no site oficial da FLIP-2009.
Acompanhe aqui o que vai rolar nessa festa!
Viva a FLIP!