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terça-feira, agosto 30, 2011
DE QUEM O PAI GOSTA MAIS?
domingo, agosto 21, 2011
ANIVERSÁRIO DO ANDRÉ


André é uma pessoa muito querida. No dia de seu aniversário os amigos e parentes próximos ligam e dizem que estão vindo - é sempre um dia animado.
Neste ano não foi diferente: mamãe e Letícia cuidaram do nhoque. Mamãe fez o bolo de morango e polpotone para o nhoque. André e Harumi cuidaram de quase tudo e fizeram pães deliciosos. André preparou um risoto para os que chegaram mais tarde. Graça comandou a cozinha com as saladas, o churrasco e as sobremesas. Tom brincou com todos os convidados como se fosse o dono da festa. Um sucesso!
A conversa animada, muito calor e alegria. Uma festa! Viva André - nosso chef !!
As fotos estão postadas no Picasa. Clique aqui para ver.
quinta-feira, agosto 11, 2011
VIAGEM ENOGASTRONÔMICA PELO PIEMONTE COM ANDRE GENESINI
quarta-feira, agosto 10, 2011
VIE DE LACAN
Spéciale Jacques Lacan por franceculture
quinta-feira, julho 28, 2011
ARENA DI VERONA - VA PENSIERO - JULIAN KOVATCHEV

A noite de 27 de julho de 2011 - Arena di Verona - foi memorável. Nabucco - de Giuseppe Verdi. MARAVILHOSO !!!!!
O dia apresentou umas pancadas de chuva, mas parecia que a cota já tinha se esgotado. Fomos para a Arena, mas, logo no segundo ato começa a chuviscar.

A orquestra começou a se retirar, pois os instrumentos podem ser danificados pela chuva - tivemos um primeiro intervalo com a torcida de milhares de espectadores para a chuva parar.
O vento deslocou a chuva e a ópera recomeçou. Mas, não por muito tempo - e assim foi - desde o início às 21:15h, pontualmente, até quase 2h da madrugada, quando saímos maravilhados daquele lugar.
Um momento de muita emoção: O povo começou a cantar a ária Va Pensiero num desses intervalos com a chuva maltratando a platéira, "ola", palmas, tudo o mais para não deixar a alegria ir embora e incentivar os artistas a voltarem.
O maestro Julian Kovatchev foi incansável. Era uma alegria vê-lo saindo e entrando em cena com seu lindo sorriso e comandando a orquestra de corpo e alma. No final do último intervalo, com medo que a chuva nos maltratasse mais, foram direto para a cena dos escravos cantando em coro a música tão esperada. Pedimos bis e num silêncio estonteante todos se emocionaram e vibraram novamente com Va Pensiero - quase um hino italiano.
Veja aqui um vídeo dessa interpretação, que Julian publicou no facebook
Depois dessa epopéia, um jantar na praça em frente à Arena. Uma delícia a sensação dessa noite - para coroar, uma troca de palavras com Julian. Seria possível sua vinda ao Brasil? Por que não?
Para quem ainda não foi ver: A temporada de ópera vai até 3 de setembro. Vale a pena ir !
Uma dica de um hotel muito legal, com bom preço e ótima localização, ao lado da Arena, é o Hotel Giulieta e Romeo. É a segunda vez que me hospedo lá e a satisfação é cada vez maior.
Veja algumas fotos dessa ópera no site da Arena: clique aqui.
Que belo programa!
segunda-feira, julho 25, 2011
ANISH KAPOOR - MILÃO 2011

Há duas exposições de Anish Kapoor em Milão: My red homeland - na Rotonda di via Besana (31 de maio a 9 de outubro de 2011) e Dirty Corner - na Fabrica del Vapore (31 de maio 2011 a 8 de janeiro de 2012).
Ver essas exposições foi um dos motivos que me trouxe a Milão nesse verão europeu.
A exposição da Rotonda de Via Besana impressiona pelo vermelho - a cor que tem uma profunda escuridão interior - diz Kapoor numa entrevista. No grande salão da Rotonda, cercam a obra principal esculturas de espelhos que nos fazem colocar em cheque nossa visão, nossas certezas. As reações são as mais diversas - eu ria muito e pensava em como as fantasias podem emergir e mudar tudo em nós.
A exposição da Fabrica del Vapore é composta por uma peça única - Dirty Corner - um túnel com uma abertura imensa que vai afunilando no seu interior cada vez mais escuro e empoeirado - abertura de 3 metros de diâmetro, embocadura de 7 metros e 57 metros de comprimento. A sensação é muito estranha - penetrar esse vazio e sentir o silêncio. Chega a lembrar a experiência analítica - uma experiência singular.
Kapoor considera essa obra masculina (a forma fálica) e feminina (a embocadura similar a uma vagina e o interior como um útero). Ele nos mostra os pares de opostos: vazio/cheio, escuridão/luz, masculino/feminino, positivo/negativo, material/imaterial.
No final há uma sala com apresentação de um vídeo de 22 minutos com Kapoor falando do seu trabalho, da sua busca, da experiência que quer propor com sua arte. Gostei tanto que vi duas vezes seguidas. Ele fala da experiência do abismo em sua obra - não aquele da nossa vida externa que não conhecemos, mas aquele que conhecemos da nossa vida interna. Ele se interessa por mostrar sempre o momento. Fala da fantasia que se refletem nos objetos, mas que não são objetos e continua na busca de encontrar alguma coisa super sensual.







sábado, julho 23, 2011
AMY WINEHOUSE - WILL YOU STILL LOVE ME TOMORROW
quarta-feira, julho 20, 2011
VALTER HUGO MÂE - NAS ENTRELINHAS
segunda-feira, julho 18, 2011
ARENA DI VERONA - NABUCCO
A temporada de ópera Arena di Verona está em pleno vapor. Vou assistir Nabucco nessa temporada, que homenajeia Verdi - considerado um dos maiores compositores de ópera de Milão.
quarta-feira, julho 13, 2011
O MELHOR DA FLIP 2011
A cidade de Paraty é o cenário ideal para essa festa literária - todos caminhando na rua principal e cruzando a ponte rumo à tenda dos autores. Milhares de pessoas discutindo as palestras, os pontos de vista, os livros lançados pelos autores convidados, muitos eventos paralelos, restaurantes deliciosos e bons shows de música. Para mim nada melhor que Maria Marta - a cantora nascida em Campos do Jordão - que canta no Café Margarida, uma das melhores intérpretes de Paulo Vanzolini.
Porém, eu tenho os meus preferidos de cada ano e por isso, aqui vai minha lista dos melhores da FLIP 2011:
Claude Lanzmann - o amante de Simone de Beauvoir e personagem de uma rica história de vida foi motivo de polêmica na FLIP. Falou sobre Shoah, o filme de 9 horas que fez sobre Israel e das artimanhas para driblar os patrocinadores que queriam que ele fizesse em 2 anos um filme de 2 horas - que no final levou 9 anos com duração de 9 horas. " Eu tinha que inventar o tempo todo meios para convencer as testemunhas - isso demora muito tempo." O entrevistador, ávido por mostrar que tinha grande conhecimento da sua vida e de sua obra não deixava que o autor falasse do livro de memórias que estava lançando na FLIP - A lebre da Patagônia. Lanzmann perdeu a calma e chegou a falar ríspido com o moço: se não fossem falar do livro ele se levantaria e iria embora. Um ranzinza de carteirinha, mas delicioso!
O tempo para mim nunca cessou de nunca passar.
Shoah é um filme sobre a radicalidade da morte nas câmaras de gás em campos de extermínio.
O tempo nos obriga a esquecer tudo, mas é preciso lutar.
- Os redentores - idéias e poder na América Latina (Enrique Krauze)
- Os três mosqueteiros (Alexandre Dumas)
- Os melhores jovens escritores em espanhol (Granta)
- Dália negra (James Ellroy)
- Diários de bicicleta (David Byrne)
- Notas sobre Gaza (Joe Sacco)
- A lebre da Patagônia (Claude Lanzmann)
- Shoah (Claude Lanzmann)
- A máquina de fazer espanhóis (valter hugo mãe)
- O remorso de baltazar serapião (valter hugo mãe)
Já estou com saudades dessa FLIP. Mas a de 2012 deverá ser memorável - basta ver quem será o homenageado: Carlos Drummond de Andrade. Viva a FLIP !
quinta-feira, julho 07, 2011
FLIP 2011
Paraty está em festa!São 36 autores convidados e muitas atividades - pois além da FLIP tem a FLIPINHA e a FLIPZONA - tudo coordenado pela Casa Azul.




A conferência de abertura em homenagem a Oswald de Andrade foi feita a 4 mãos por Antonio Cândido e José Miguel Wisnik.
O Show de José Miguel Wisnik + Celso Sim e ao final com Elza Soares foi o melhor show de todas as Flips !
quinta-feira, junho 30, 2011
ANISH KAPOOR - LEVIATÃ
Anish kapoor, artista plástico indiano - britânico, acaba de montar uma obra monumental no vão do Grand Palais, em Paris.quinta-feira, junho 23, 2011
PSICANÁLISE E FUTEBOL
terça-feira, junho 21, 2011
MEIA NOITE EM PARIS - O FILME DE WOOD ALLEN
sábado, junho 18, 2011
AS TRILHAS DE AMOR E GUERRA DE RIOBALDO TATARANA

Comprei hoje esse livro ilustrado da obra de Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas - As trilhas de amor e guerra de Riobaldo Tatarana (seleção de textos e levantamento fotográfico de Marcelo de Almeida Toledo).
segunda-feira, junho 13, 2011
FERNANDO PESSOA

Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — 30 de Novembro de 1935) - um dos maiores poetas da língua portuguesa, quizá de todas as línguas.
Cresci lendo seus poemas e muitos deles são responsáveis por momentos bonitos que vivi.
Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? (FP)
Publico aqui alguns dos que gosto muito.
Boa viagem!
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Para ser grande (Ricardo Reis)
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Poema em linha reta (Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza
O Tejo (Alberto Caieiro)
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
domingo, junho 12, 2011
domingo, maio 29, 2011
PSICANÁLISE: AS LETRAS E AS MOLAS DO AMOR

- do velho amor ao novo amor;
- do significante ligado ao signo ao significante suportado pelas letras.
Não se trata de publicar aqui a aula inteira, mas sim, pinçar alguns conceitos importantes:
1) O SIGNO
O signo se diferencia do significante.
Exemplo clássico: Não há fumaça sem fogo.
Lacan: A fumaça bem pode ser também o signo do fumante.
Não há fumaça senão como signo do fumante.
O signo como efeito do funcionamento do significante.
2) A ESCRITA
Lacan partiu da afirmação: “O que se escreve é a letra, e a letra não se fabricou sempre da mesma maneira.” (p.64)
Ele pressupõe um conhecimento a respeito da história da escrita cuja extensão cubra desde sua invenção até seu uso atual pela matemática.
“Desde que a linguagem existe houve muita mutação da escrita”. (p.63)
3) A MIRAGEM DO UM
“Nós dois somos um só. É daí que parte a idéia do amor” (p.64) – Lacan diz que é uma forma grosseira de dar significado à relação sexual.
As pessoas querem se amar na identidade, na transformação de dois em um - a miragem do um.
É como se canta o amor nas canções: só vou se você for; não dá mais para separar as nossas vidas ... e por aí vai.
É o velho amor!
4) DA PRIMEIRA PARA A SEGUNDA CLÍNICA
Primeira clínica – O inconsciente estruturado como uma linguagem. A clínica do significante, da interpretação.
Amor - era justificado, em nome de.
Segunda clínica – O parlêtre. A clínica do gozo, da letra. O discurso analítico como novo laço social.
Amor - sem justificativa, direto, sem intermediários e sem limites.
Uma nova ética: conseqüência e responsabilidade.
5) O UM DA PSICANÁLISE
O Um da psicanálise não é o Um do padrão, do comum a todos, do congraçamento; o Um da psicanálise é o que sempre escapa à apreensão. É o Um da singularidade forçando a invenção e a criatividade. (JF: Seminário Um novo amor – 8/5/2002)
Para Lacan, o desejo do analista é o de obter a diferença absoluta, a singularidade. (Sem 11, p. 260).
6) A FUNÇÃO DA PRESSA E O TWITTER
Twitter - concisão dos 140 toques. Isso nos obriga a entender melhor o que realmente queremos dizer. Uma sessão de psicanálise lacaniana pode ser muito curta, porque se entende que não se chega necessariamente a maiores verdades falando por mais tempo.
(JF – entrevista para OESP, 23/5/2011)
7) O NOVO AMOR
É o amor que não tem intermediação. É o amor do encontro, é o amor da surpresa, do inusitado – sem lugar. É um amor incômodo. Não é o amor do pouso, é o amor da plataforma, que te acorda em vez de fazer dormir. É o amor que te irrita, por que não dizê-lo? É o amor que faz com que você encontre uma solução, uma expressão para ele. (JF - Programa Saia Justa/GNT - "O que é o amor?" - 31/10/2007)
Lacan evidenciou, para o nosso tempo, a possibilidade de um novo laço social que não se dá “em nome do Pai” – uma mudança radical no modo como uma pessoa ama. (JF: Seminário “Um novo amor” – aula de 3/4/2002).
8) VELHO AMOR X NOVO AMOR
É sempre recíproco - Não tem reciprocidade, mas sim, cumplicidade
Faz signo, relacionando-se com a identificação - Relaciona-se com a diferença
Tem a ver com o signo - Tem a ver com a letra
Demanda sempre mais amor, é narcísico - Dá aquilo que não tem
É intermediado - É direto, não mediado
Relaciona-se com a dimensão fálica - Relaciona-se com o gozo do Outro sexo, o gozo feminino.
Homens e mulheres têm formas de satisfação muito diferentes. Mas, o amor é sempre inadequado e bagunceiro.
sexta-feira, maio 20, 2011
MULHERES INSATISFEITAS E ALGUNS HOMENS
As mulheres são basicamente insatisfeitas, o que equivale a dizer que são basicamente desejantes. Pessoas satisfeitas não desejam, por que o fariam? A insatisfação feminina pode ser doença ou provocação?














