quarta-feira, janeiro 09, 2008

O MINISTRO VISITA A EXPOSIÇÃO DE COURBET








Nesta noite, com uma pequena comitiva estava visitando essa exposição - o Ministro das Relações Exteriores da França - no mesmo horário em que Maguy e eu entrávamos no Grand Palais. Aproveitamos as explicações do especialista que acompanhava o grupo; acabamos fazendo parte da comitiva - quase pedi ao Ministro uma entrevista para a Rádio Lacaniana.

FRAGONARD


A exposição de Fragonard - LES PLAISIRS D'UN SIÈCLE - acontece no Musée Jacquemart - André , de 3 de outubro de 2007 a 13 de janeiro de 2008, em Paris.
O próprio palácio onde é hoje museu Jacquemart-André já vale a visita. Contruído em 1876 por Edouard André, amante das artes, traz ainda várias suítes mobiliadas e decoradas como na época. Veja o site do museu:
Jean Honoré Fragonard (Grasse, 5 de abril de 1732 - Paris, 22 de agosto de 1806) foi um desenhista e retratista nascido em Grasse, considerado um dos últimos expoentes do período rococó, caracterizado por uma arte alegre e sensual, e um dos mais antigos precursores do impressionismo. Estudou pintura em Paris e transferiu-se para Roma em 1756 e voltou a Paris em 1761. Sua consagração veio com a apresentação no Salão de Paris (1765) com o enorme quadro de tema trágico, O sumo sacerdote Coreso sacrificando-se para salvar Calirroé, que foi adquirido pelo rei Luís XV. Entrou para a a Academia Real (1765) e casou-se (1769) com Marie-Anne Gérard, e novamente viajou para a Itália, onde pintou uma série de desenhos de vistas e paisagens. Retornando a Paris (1773), reduziu sua pintura de paisagens com pequenas figuras, passando a se dedicar a reprodução de cenas domésticas e sentimentais. Na última fase de sua vida, pintou cenas de amor e da natureza e morreu em Paris, pobre e quase esquecido. (Wikipedia)

terça-feira, janeiro 08, 2008

PICASSO CUBISTA




O Museu Picasso de Paris apresentou até ontem, 7 de janeiro, a exposição mais completa da fase cubista de Picasso, com obras de vários museus, de 1906 a 1925.

Estar em Paris é poder ver e se deliciar com essa exposição.






Assim que chegou em Paris, Picasso visitou um museo afro e ficou impressionado.

Muitas das obras à mostra fazem menção à figuras africanas que povoaram seu imaginário por algum tempo.



Les masques, ils n'étaient pas des sculptures comme les autres. Pas de tout. (...) Contre tout; contre les sprits incomuns, menaçants. Je regardais toujour les fetiches. J'ai compris: moi aussi, je suis contre toute. Toute seul dans ce musée afreux, avec des masques, des poupées peaux-rouge, des manequins poussieneux. Les Demoiselles d'Avignon ont dû arrives ce jour-là, mais pasdu tout à cause des formes: parce que c'etait ma première toile d'exorcisme, oui! (Picasso - entrevista a André Mauraux, La Tête d'obsidienne, Paris, Gallimard, 1974 - p.18,19)


Durante os anos de 1906 a 1908, muitas das obras à mostra são estudos para LES DEMOISELLES D' AVINGNON.


Uma boa definição de sua fase cubista é dada por Gertrude Stain:

Un enfant regarde la figure de sa mère, il la voit completement différente de la vision qu'en on les autres. Je ne parle pas de l'âme, mais de troits et de l'emsembles. L'enfant voit de très près le visage maternel, il n'en voit qu'une partie, il connait un detail et pasun autre, un côté et pasun autre; et à sa manière. Picasso connaît les visages comme un enfant celui de sa mère, et aussi la tête et le corps!


No final, predominavam os quadros e objetos com colagens. Sobre essa sua fase, uma de suas mulheres - Françoise Gillot, escreveu :

Picasso met en marche la "machine a voir" des papiers collés. Nous avons essayé de nous débarrasser du trompe - l'oeil pour trover le trompe - l'esprit.

E Picasso conclui: Je n' attache aucune importance au sujet, mais je tiens à l'objet. Respetez l'objet.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

COMÉDIE - FRANÇAISE



O teatro COMÉDIE-FRANÇAISE é uma instituição na França desde 1680 quando foi fundada por Luis XIV.
Veja o site: http://www.comedie-francaise.fr/dev/saison_spectacles.php?p=3&spid=19
Expressão que concorre com a chamada Casa de Molière (la Maison de Molière) para designar formalmente o Teatro Francês (le Théâtre-Français), tanto para a comédia como para a tragédia. Originalmente, a Comédie-Française foi a Sociedade dos Comediantes Franceses, designação que serviu para a distinguir da Sociedade dos Comediantes Italianos e da Comédia Italiana.
A história da Comédie-Française está ligada aos espaços que ocupou e pode resumir-se assim: 1 - sala do Hôtel de Guénégaud (1673-1689); 2 - sala do Hôtel des Comédiens du roi, rue des Fossés-Saint-Germain (1689-1770); 3 - sala das Máquinas do palácio de Tuileries (1770-1782); 4 - le Théâtre-Français au faubourg Saint-Germain (1782-1793); sala Richelieu (a sociedade fora reconstituída em 1799 e esta sala, que está activa até hoje, foi construída em 1786-1790.
Esse teatro é SUPERB como diz Maguy. Estar dentro de seus salões, entrar naquela atmosfera mágica é uma sensação indescritível. Ainda mais para assistir uma peça que faz parte da história desse teatro como LE MARIAGE DE FIGARO (AS BODAS DE FÍGARO) de Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais.

LE MARIAGE DE FIGARO

Logo no hall de entrada do teatro estão as estátuas de Moliére e de Beaumarchais.

Entrar nesse teatro é participar da história.

Viva Moliére!
Viva Beaumarchais!





O personagem de Fígaro foi criado por Beaumarchais (Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais), professor de música das filhas do Rei Luís XV. Caron escreveu, nos finais do século XVIII, três comédias para teatro: O Barbeiro de Sevilha (1775), As Bodas de Fígaro (1784) e A Mãe Culpada (1792), partilhando as duas primeiras obras mencionadas à personagem de Fígaro. Beaumarchais tinha uma sólida posição económica que lhe permitia efetuar muitas viagens, nomeadamente a Espanha, em 1764. A obra, O Barbeiro de Sevilha, foi transformada em ópera por Giovanni Paisielo, em 1782, cuja estreia foi em São Petersburgo. Mais tarde, foi orquestrada para uma outra ópera, com o mesmo nome, por Rossini.
As Bodas de Fígaro foram imortalizadas pela ópera, em quatro atos, de Wolfgang Amadeus Mozart, estreada em 1786, em Viena, com libreto em italiano, escrito por Lorenzo da Ponte. Esta história é uma continuação da vida de Fígaro, iniciada em O Barbeiro de Sevilha, na qual Fígaro é barbeiro e, inteirando-se dos amores do Conde de Almaviva e de Rosina, decide uni-los através de um plano.
Músico e inventor, homem de negócios e político refinado, diplomata e comerciante de armas, editor, polemista, libertino e homem de letras... Beaumarchais é a imagem de seu século: um homem versátil apaixonado pela liberdade, os conhecimentos e a ação. Um filme - Beaumarchais, I’insolent -, lançado com sucesso em março de 1996 na França, interpretado pelo fabuloso Fabrice Luchini, narra sua vida.
Luchini encarna um Beaumarchais difícil de se apreender, com seus defeitos e qualidades, talentoso mas às vezes decepcionante, infiel e mutante. O ator possui a ousadia e o brio do personagem, sua loucura latente e sua audácia cheia de vivacidade. Seguindo a linha do filme acompanhamos a corrida pela glória, pela fortuna e pela felicidade de um homem situado na encruzilhada das grandes aventuras do século XVIII e no ponto de encontro de duas épocas: a do Antigo Regime em seus últimos dias e a moderna, que será inaugurada com a Revolução de 1789.

Embora sem dúvida tenha havido exagero, retrospectivamente, quanto ao papel de As bodas de Fígaro na deflagração da Revolução Francesa, esta última via na peça um símbolo da oposição ao arbítrio e aos abusos. E é inegável que as aventuras do criado Fígaro refletem bem o espírito contestatório da época e as aspirações do Terceiro Estado, que iria fazer a Revolução. No entanto, Beaumarchais não era nem teórico nem revolucionário. Filho de um relojoeiro da burguesia parisiense culta e ele próprio relojoeiro, Beaumarchais se tornará nobre através do primeiro casamento e ingressará na corte como professor de harpa das filhas de Luís XV. Ambicioso e oportunista, ele disputará sempre os encargos e as honras. Suas peças testemunham dessa forma o crescimento do poder da burguesia, de quem ele expressará, por intermédio de seu dublê Fígaro, o desejo de ascensão social e reconhecimento político numa sociedade sitiada.




quinta-feira, janeiro 03, 2008

UNE JOURNÉE CULTURELLE






Passar um dia no Centre Georges Pompidou é um super programa! Ã medida que o tempo vai passando temos uma vista diferente da cidade, até que anoitece e então a vista é magnífica !!!! Um cartão postal.



A fila para entrar é imensa nesses dias de férias com tantos turistas, mas vale a pena. Não deixe de passar na livraria, que é uma loucura! Depois da jornada, um belo jantar no restaurante de lá, com a vista da Torre Eifel e toda a cidade. Melhor impossível. Experimente o peixe : Silver Cod "Hakkasan" - de comer com os olhos fechados, acompanhado de um bom vinho.

A exposição mais procurada é L 'Atelier d'Alberto Giacometti - Collection de la Fondation Alberto et Annete Giacometti.

Mas outras exposições também valem a visita: Fotografias; a designer Silvia Bächli; os cineastas e fotógrafos Victor Erice (espanhol) e Abbas Kiarostami (iraniano).

DOIS CINEASTAS, DOIS FILMES

Lumbramiento - um filme de 10 minutos de Victor Erice

Two solutions for one problem - filme de Abbas Kiarostami


Ambos os cineastas tratam da infância e suas consequências.

Na exposição do Pompidou são exibidas suas correspondências que mantém em forma de vídeos sobre temas comuns aos dois. Um novo tipo de conversação que produz arte, arte da arte ....

ALGUMAS IMAGENS DAS EXPOSIÇÕES

L'atelier d'Alberto Giacometti


Foto de Victor Erice
e abaixo duas fotos de Abbas Kiarostami





Designes de Silvia Bächli








ALBERTO GIACOMETTI

Giacometti é um artista múltiplo - sua obra é composta de esculturas, pinturas, desenhos, objetos de arte decorativa, escritos, gravuras. Suas esculturas de figuras humanas esguias e longilíneas tornaram-se uma marca.

Nascido na Suíça em 1901, Giacometti começou a pintar em 1913 e a esculpir em 1914. Permaneceu na Ecole des Artes et Metiers em Genebra por um curto espaço de tempo ainda em 1919 e depois mudou-se
para a Itália, onde copiava antiguidades e fazia retratos. Foi para Paris em 1922, onde estudou Bourdelle na Academie de las Grande Chaumiere até 1925. Juntou-se a Michel Leiris e Andre Masson em 1928, tornando-se então participante do grupo surrealista de 1930 a 1935. Suas esculturas tiveram grande influência da visão surrealista dos objetos. Em 1932, sua primeira exibição solo aconteceu na Galeria Pierre Cole, em Paris. Depois de romper com o grupo surrealista, manteve estreita amizade com Andre Derain, e não fez nenhuma exibição de 1935 até 1947. Depois da guerra, formou uma associação existencialista e trabalhou com Jean Genet, que mais tarde escreveu L’Atelier de Giacometti (1954). Giacometti pintou e esculpiu, mas após 1956, nunca terminou seus trabalhos.
Ganhou o Grande Prêmio da escultura na Bienal de Veneza em 1962. Faleceu em 1966.


Michel Leiris escreveu sobre ele dois livros:
Alberto Giacometti (1978)
Pierres pour un Alberto Giacometti (1991).


Sobre sua obra, escreveu Jean Genet:
Na origem da beleza está unicamente a ferida, singular, diferente para cada qual, escondida ou visível, que todos os homens guardam
dentro de si, preservada, e onde se refugiam ao pretenderem trocar o mundo por uma solidão temporária mas profunda. Fora de miserabilismos. A arte de Giacometti parece querer revelar essa ferida secreta dos seres e das coisas, para que nos ilumine.
Solidão, como eu a entendo, não designa estatuto de miséria mas secreta soberania, nem profunda incomunicabilidade mas conhecimento mais ou menos obscuro de uma singularidade intocável.
(Jean Genet, O Estúdio de Alberto Giacometti)

quarta-feira, janeiro 02, 2008

ATÉ AQUI, TUDO BEM ...


E, pra começar o ano, um texto de Jorge Forbes:

O Dia de Todo Mundo

Nem todas as datas são universais. Um aniversário quer dizer muito para quem faz anos, e para os seus mais íntimos; uma formatura, já vai além no interesse, mobiliza mais gente; como um casamento, as solenidades religiosas, as paradas cívicas e assim por diante. Talvez fosse divertido encontrar a ordem das datas que têm um significado só para uma pessoa - o dia em que viu o mar, que andou de avião, que amou - e aquelas que não deixam a ninguém indiferente. Seguramente, no topo da coluna do dia de todo mundo deveria estar colocado o primeiro de janeiro, a hora zero do dia primeiro.

Nada mais universal que o primeiro dia do ano, quando todos estão de acordo : começa um ano novo. Só por isso poderia ser considerado o dia do estamos entendidos, da compreensão global. Começamos, vamos. Para onde ? Lá, isto, é uma outra questão.

Mesmo que haja calendários diferentes, não importa, todo ano começa no primeiro de janeiro independente da vontade de católicos, judeus, muçulmanos ou guaranis.

Mas o que é esta data ? Sim, porque na maioria das datas temos um padrão, nós as comemoramos, o que, como diz o nome, é um brinde da memória; comemorar é se valer da memória, do conhecido. Podemos comemorar tudo aquilo que já aconteceu : a República, um ato heróico, o Natal... Quanto ao ano novo, só podemos festejá-lo mas não comemorá-lo, o que seria incongruente, pois é novo. E o ano novo, mesmo quando tentamos aprisioná-lo em planos, em certezas, em horas, ele é sempre uma surpresa.

Nosso mundo ocidental parece ter escolhido, como berço dos anos-novos, Nova Iorque, mais especificamente a Times Square. Reúnem-se milhares de pessoas nas ruas. Milhares, todas elas de olho fixado em uma grande bola no topo do edifício central da praça. Nas semanas anteriores os jornais se encarregaram em esmiuçar o tamanho da bola, seu custo, peso, quem a construiu, o material empregado e por aí mais. A bola, a zero hora vai subir, abrir-se e dela cairá uma chuva de papel picado. Todo mundo sabe. Começa a contagem regressiva : quatro, três, dois, um, bum ! Todos sabiam mas mesmo assim se surpreendem : ei-lo ! É semelhante a um gol de pênalti : o estádio fica de pé, o silêncio expectante, o goleiro nem pisca e o batedor treme. Dado o apito, acompanha-se a corrida, o chute : Gol ! E se pula e se abraça e se berra. E mesmo com toda a cena estabilizada para melhorar a nossa atenção, cada um percebeu um detalhe só seu, particular. 0 gol é um gol para todos, mas o sentido do gol é diferente para cada um.

Que raios é um ano novo ?
Conta-se uma história que um homem resolveu voar, decolando do vigésimo andar de um prédio. Já em pleno vôo, ao passar pela janela do décimo andar, uma faxineira sua amiga, perguntou-lhe : - “Como é que vai ?” e ele então respondeu : - “Até aqui, tudo bem”. Moral da piada : mesmo em face da maior evidência, seja o chão, ou uma bola, tem momentos na vida de absoluto desconhecido, de pura surpresa a enfrentar.

“Como você vai passar o réveillon ?” Perguntam-se os amigos. Escutam-se três tipos de resposta : a primeira do sujeito indiferente, acima das circunstâncias, denunciador da comercialização do afeto e da imposição dos costumes : - “Eu, sei lá, talvez dormindo, ou pego um cineminha. Nem pensei ainda... verei no dia”. Um segundo tipo, oposto a este, com antecedência procura o melhor réveillon. Não pode perder a chance de pegar uma carona na mudança do tempo; acha que se o ano muda, por que não ele ? E fica aflito para fazer todo o necessário para ser aceito no ano novo : a melhor cidade, um cruzeiro de navio, sete pulos nas ondas do mar, lentilhas à meia noite, calcinha amarela, um beijo pontual, três pedidos, e se houvesse fantasia de rojão ou cascata, não recusaria. Finalmente, imaginemos o terceiro tipo; para ele o ano novo é inevitável. Não dá para disfarçar que nada ocorreu, como o primeiro, nem pensar-se igual a relógio de criança, que anda quando a criança anda, que muda quando o ano muda, tal qual o segundo. Feliz Ano Novo ! Ah, que responsabilidade ... Para começar há que se definir o que se quer, equilibrar o desejo com o querer - como é difícil desejar o que se quer - depois, bem, depois é saber que passado um ano virá a hora do balanço na forma de julgamento, do quanto você quis o que você desejou.

Ou será que precisava de mais um ano ? Ou, intimidado com a pergunta : - “E o ano novo ?”, limita-se, como o outro, a responder : - “Até aqui, tudo bem”.

terça-feira, janeiro 01, 2008

ANIVERSÁRIO DA MAGUY

As boas amizades devem ser celebradas.

Neste 2008, em 30 anos de amizade, vim a Paris, pela primeira vez, comemorar com minha amiga Maguy o seu aniversário - no dia 1º de janeiro.

La Galette des rois acompanhada de champagne e muita alegria!

As boas amizades, como os bons vinhos, ficam melhor com a passagem do tempo.


















Micheline, nora de Maguy, organizou a festa e Stephan providenciou la galette des rois.
Lea e Stanislaw animaram a festa.
Uma boa entrada do ano, que começou no restaurante L' Etoile, ao lado do Arco do Triunfo.
Viva Maguy !
Viva o ano novo !







segunda-feira, dezembro 31, 2007

SAIU O CD NASCI PARA BAILAR 2007/2008




JFF - Just for Friends

Foi o nome dado por Guto Lacaz, que mais uma vez assina a arte do CD Nasci para Bailar
2007 / 2008.




Saiu na última semana de dezembro, ainda para o Natal, com 23 músicas escolhidas entre as que foram publicadas durante o ano aqui no blog.


Reserve já o seu!


CD NASCI PARA BAILAR – 2007/2008


1. O que será - À flor da pele (Chico Buarque de Holanda) – com Chico e Milton Nascimento

2. Baby (Caetano Veloso) – com Caetano e Gal Costa

3. Happiness is a warm gun (The Beatles – Album branco) – com The Beatles

4. Louco (Henrique de Almeida e Wilson Batista) – com João Gilberto

5. Cantar (Teresa Cristina) – com Teresa Cristina e Grupo Semente

6. Nem Ouro, Nem Prata (Ruy Maurity) – com Teresa Cristina e Grupo Semente

7. A Gente Esquece (Paulinho da Viola) – com Teresa Cristina e Grupo Semente

8. It's All Over Now, Baby Blue (Bob Dylan) – com Bob Dylan

9. Lili Marlene (Hans Leip) – com Marlene Dietrich

10. Yarusha Djaruba (Nelson Jacobina e Tavinho Paes) – com Orquestra Imperial

11. Fly me to the moon (Bart Howard) – com Frank Sinatra e Tom Jobim

12. You do something to me (Cole Porter) – com Sinead O'Connor

13. Beatriz (Chico Buarque de Holanda e Edu Lobo) – com Mônica Salmaso

14. What is this thing called love? (Cole Porter) – com Ella Fitzgerald

15. Olha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) – com Erasmo Carlos e Chico Buarque de Holanda

16. Cama e Mesa(Roberto Carlos e Erasmo Carlos) – Erasmo Carlos e Zeca Pagodinho

17. L'amitie (Jean-Max Rivière e Gérard Bourgeois) – com Françoise Hardy

18. You Know I'm No Good (Amy Winehouse) – com Amy Winehouse

19. Cuitelinho (Paulo Vanzolini e Antônio Xandó) – Renato Teixeira, Pena Branca e Xavantinho

20. Vai com Deus (Teresa Cristina) – Mariana Baltar e Teresa Cristina

21. Eu agora sou feliz (Jamelão e Mestre Gato) – com Luiz Melodia

22. Timoneiro (Paulinho da Viola) – com Paulinho da Viola

23. Eu canto samba (Paulinho da Viola) – com Paulinho da Viola

domingo, dezembro 30, 2007

UN DIMANCHE A PARIS



Paris est une petite ville. De Montmartre, ao lado da estação de metro Abesses, à Sevres, logo Saint-Germain-des- Pres - quelle belle promenade! Depois um almoço (La Coupole ou La Select ?) e cinema em Montparnasse - L'année où mes parents sont partis en vacance. É isso mesmo, assisti o filme brasileiro, de Cao Hamburger - O ano em que meus pais saíram de férias. Não só Paris é pequeno, o mundo é pequeno. Fiquei com a música Tropicália na cabeça - que toca enquanto passa os créditos.


Há muito queria assistir esse filme, havia perdido quando passou em nossas salas de cinema, em São Paulo. Que emocionante, tão próximo de nós que vivemos aquela época, as décadas de 60 e 70. Vi com Maguy. Cao conseguiu passar a visão daquela época dura através dos olhos de uma criança - com sua inocência e seu humor; a vida de uma comunidade que mantém os costumes judeus num bairro antigo de São Paulo; a solidariedade dos amigos; o jeito criança de lidar com as surpresas da vida. Impossível não sair "tocado" do cinema.

Depois, passear pela cidade tão lindamente iluminada. A torre Eifel; os enfeites de Natal nas ruas, nas árvores, nos edifícios - a Printemps e Galeries Lafayette, Champs Elysèes- uma maravilha.

Viva a banda da-da
Carmem Miranda-da-da-da-da

MAKING OF



Veja o making of do filme de Cao Hamburger - O dia em que meus pais saíram de férias. Vale a pena!

sábado, dezembro 29, 2007

STEICHEN - UNE ÉPOPÉE PHOTOGRAPHIQUE




Foi uma felicidade ver a exposição STEICHEN - UNE ÉPOPÉE PHOTOGRAPHIQUE, que termina amanhã, 30 de dezembro, no Musée Jeu de Paume de Paris.

Uma grande exposição, que faz jus a esse grande nome da arte fotográfica.

No link abaixo você pode acessar as informações da exposição de Jeu de Paume, de 9 de outubro a 30 de dezembro de 2007.



http://www.jeudepaume.org/?page=article&sousmenu=&idArt=259&lieu=1





Este livro de Edward Steichen, de uma exposição de fotografia no MoMa - NY, é um dos meus livros favoritos de fotografia, da minha biblioteca.






Steichen revolucionou o mundo da fotografia, trazendo-a para a publicidade, moda, cinema, jornalismo, sendo a pessoa que mais influenciou a fotografia do século XX.

Nascido em Luxemburgo, em 27 de março de 1879, começou a fotografar com 16 anos, por influência de sua mãe, quando se mudaram para os Estados Unidos, por motivos econômicos. De início, sua obra foi marcada pelo impressionismo, depois fotografou as duas grandes guerras mundiais , influenciou o mundo da publicidade e se tornou o fotógrafo da Vogue e Vanity Fair. As maiores personalidades de sua época foram fotografados por ele. Veja algumas fotos que selecionei: