Azul da cor do mar
Primavera
Como uma onda no mar
Gostava tanto de você
Dia de domingo

Ilhabela foi o lugar escolhido para fechar o ano de 2009 e começar a nova década.
Reveillon 2009/2010 Com os filhos, amigos - muita alegria, muita música (ouvindo o CD Nasci para Bailar 2009/2010) e curtindo as lindas praias de Ilhabela - um bom começo de ano !
E as fotos do Natal animado em casa
NATAL 2009
Novo tempo - com Ivan Lins
Cortar o tempo
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente
(Carlos Drummond de Andrade)
Oração ao tempo - com Caetano Veloso
Esse espaço de tempo entre o natal e reveillon, incluido fim de semana, é muito bom para colocar a leitura em dia, ver e rever filmes, ouvir música, rever os amigos ou bater um bom papo por telefone .... enfim, um recesso gostoso.
Assisti ontem, na TV, um filme maravilhoso: Witness for the Prosecution (Testemunha de acusação) - de Billy Wilder, com Marlene Dietrich, Charles Laughton e Tyrone Power - baseado num conto de Agatha Christie. Fiquei maravilhada com o filme - roteiro, atores, direção - desses filmes que ficam para sempre na memória.
Comentei com meu amigo Carlos Forbes sobre o filme e ele me enviou uma crítica tão boa, que se você ainda não viu o filme, vai querer sair agora buscar o DVD. Veja o que ele escreveu:Você tem razão. "Testemunha de Acusação" é sem dúvida um dos grandes filmes da história do cinema.
Tudo deu certo. Desde o conto perfeito de Agatha Christie, (depois uma peça teatral de grande sucesso), até a esplêndida performance dos atores, passando pela direção inspirada de Billy Wilder, houve uma conjunção de circunstâncias favoráveis que dificilmente se repetiriam.
O conto é uma obra prima. O "twist" final, uma das maiores surpresas na obra de Agatha Christie, mas, pensando bem, de uma lógica impiedosa.
Charles Laughton andava meio desprestigiado. Dar-lhe o papel do velho advogado aristocrático e certamente "U", completamente contrário aos temas que lhe eram habituais foi uma idéia de gênio e Laughton aproveitou cada minuto dela, esquecendo os malfeitores e fracassados que eram seu menu habitual. Curioso notar que a enfermeira Plimsoll era representada por Elsa Lanchester, mulher de Laughton na vida real.
Tyrone Power já havia passado seu melhor tempo, mas ainda assim tinha o physique du rôle indispensável para dar credibilidade ao personagem de Leonard Vole. E, também dele, Wilder conseguiu uma performance excepcional, só comparável a de seu melhor filme, Alexander´s Ragtime Band, de vinte anos antes.
Marlene, bem, Marlene era Marlene e isso bastava. Magnética, dominava todas as cenas. As paixões que a animavam estavam escondidas dentro de uma máscara gelada, mas eram evidentes ao olhar agudo de Sir Wilfrid, o qual se deixou fascinar gostosamente e se recusou encerrar a relação, como se vê do final.
Se tivesse havido uma continuação do filme, qual seria o resultado ? Uma boa pergunta, não acha ? Seria Sir Wilfrid quem atuaria, ou seu assistente principal, dentro da complicada estrutura do processo penal inglês. Só se pode conjecturar...
Um grande filme. Daqueles que ficam e que dão vontade de dizer aos que o fizeram, como digo agora a você, que o trouxe de volta para mim,
Thanks for the Memory !
Um beijo,
CarlosConfira agora o trailer:

Rima infantil 
Keith Richards completa hoje 66 anos.O show foi ótimo! Roberto cantou seus clássicos que fizeram vibrar a platéa e trouxe alguns convidados: Ana Carolina, Daniel, a atriz Dina Paes e o grupo Calcinha Preta.


Nasci menino, hei de morrer menino ... Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico.
(Nelson Rodrigues)

O psicanalista está presente e antenado a tudo o que acontece no mundo.
Em visita recente a New York, Jorge Forbes viu a mostra MEMÓRIA, de Anish Kapoor, no museu Guggenheim. Leia seu relato:
Obra do escultor indiano, exposta no Guggenhein, faz os clássicos envelhecerem.
A escultura de Anish Kapoor em exibição no Guggenhein de Nova Iorque é maior que a sala onde está instalada. Ela é maior do que aquilo que se possa ver. De nenhum ângulo o visitante a enxerga totalmente, sempre só dela se apropriando por partes; e como a arquitetura de Lloyd Wright não é cartesiana, no sentido de fazer que alguém se localize facilmente, virou um esporte ajudar as pessoas angustiadas a acharem a próxima sala, de onde possam ver mais um pouquinho daquela coisa estranha.
Ela, de certa maneira, tem um dentro e um fora. Por fora, é toda em ferro vermelho, um casco curvo de navio, ou uma grande peça de motor que lembraria Richard Serra, com a diferença de o ferro estar ali recortado e não em contínuo, como esculpe o americano. Por dentro, nada além de um vazio negro. Curioso é que seria esperado, uma vez que a coisa é toda em curva, que sua boca também fosse assim, redonda. Mas não, ela é quadrada. Entra-se em uma das salas e se vê um quadrado preto recortado na parede. Ao se aproximar, nota-se o vazio do interior do objeto. Preto, totalmente preto. De perto, um espelho ao infinito; de longe, um belo quadro monocrômico.
Ela está lá, como o artista a chamou, a Memória. Como toda memória, esta, mesmo de ferro, nos escapa, e, quando finalmente achamos sua entrada, damos um passo para trás, ou ficamos na admiração: na saudade, como dizem os brasileiros.
Ao nos afastarmos da Memória, mesmo que para excelentes encontros, como com Kandisky, logo ali do lado, em maravilhosa retrospectiva, saímos certos que há algo novo na arte: a exposição do incompleto. Fenômeno coerente com esse tempo de um homem igualmente incompleto em sua história e em suas certezas fragilizadas.
Kapoor fez uma Memória de esquecer a garantia do encontro nostálgico do passado, pedindo, na tontura da pós-modernidade, a invenção de um futuro.
Jorge Forbes, em New York, quarta-feira, 4 de novembro de 2009.
(Texto publicado no site de Jorge Forbes: Memória, de Anish Kappor )

La segunda reunión de los Institutos del Campo Freudiano de Brasil - 27 de noviembre de 2009.
La clínica analítica hoy: el sinthoma y el lazo social - IV Encuentro Americano del Psicoanálisis de la Orientación Lacaniana y XVI Encuentro Internacional del Campo Freudiano - 28 y 29 de noviembre de 2009.
Opacidad del sintoma / Ficciones del fantasma - XVIII Jornadas Anuales de la Escuela de la Orientación Lacaniana (EOL) - 30 de noviembre de 2009.
Seminario Internacional de la Escola Brasileria de Psicanálise (EBP) - 1 de diciembre de 2009.