





Frente às novas tecnologias, de que “tudo pode” e de “em tudo estou”, a presença física parece ser totalmente dispensável. Porém, analisa Jorge Forbes, nesse artigo: na era atual, a necessidade de estar junto ainda é fundamental.
“Cetemque” é a nova palavra do vocabulário contemporâneo. Está em toda parte, qualquer coisa que você faça tem um cetemque pronto para você. Jorge Forbes discute nesse artigo como lidar com esse vírus. Eu detesto as regras ditatoriais - tem que fazer isso, tem que fazer aquilo - tem que emagrecer, tem que deixar de comer ovo, etc...O tema do programa SAIA JUSTA do GNT desta semana é a figura do adolescente cinqüentão que sofre de crise existencial.
Chamaram o psicanalista Jorge Forbes para responder a pergunta:
Qual o remédio para sair dessa crise de adolescência aos 50 anos?
Jorge Forbes responde:
O remédio para sair dessa crise é nenhum dos remédios antigos. É se dar conta que nós estamos frente a um novo mundo, que pede duas coisas: invenção e responsabilidade.
Invenção, numa forma de ser, absolutamente singular´para cada um. E, responsabilidade de encarar o mundo com essa sua forma singular.
Isso dá um trabalho danado; é preciso ter peito e coragem!
Quem conseguir esses dois aspectos viverá muito bem na pós-modernidade!
E você, está pronto para esse desafio?
Já postei uma matéria sobre esse tema aqui no blog, em 2006, quando Jorge Forbes apresentou no café Filosófico a palestra: Cinquestão, o verdadeiro adolescente.
1) Sobre a Psicanálise:
- nenhum conceito da psicanálise é testável. Nem o inconsciente, nem o consciente, nem o grande outro, nem o sujeito do significante, nem a transferência, nem a contratransferência.
- nenhum conceito da psicanálise é estável e portanto nenhum conceito da psicanálise é universalizável;
- não é possível na Psicanálise determinarmos a excelência pela comparação de escalas comparativas universais.
Portanto, o melhor instituto de psicanálise chama-se divã. Ele não foi substituído, nem ultrapassado; não existe transmissão da psicanálise se não for no trabalho efetivo de uma análise pessoal.Nenhuma outra coisa se compara com o “se por em questão” pra valer, com freqüência, com conseqüência – e aí sim, nós podemos dizer que se transmite a psicanálise. O resto é pra gente mais conhecer do que uma psicanálise se valeu. Essa afirmativa vale a pena repetir, quando a frase é de Jacques Lacan: Estamos aqui até mais para saber do que uma psicanálise no divã se valeu.
A essência da Psicanálise sempre escapa à palavra.
Uma psicoterapia fixa a pessoa numa identidade. Ela age na ética médica: na medicina há prescrição, curativos.
A psicanálise quebra todos os curativos, todas as identidades; quebra todas as expectativas de que o Outro nos compreenda.
A Psicanálise tem a ver com o que há de mais atual, que é o que nos interroga mais e nos mantém acordados.2) Sobre as identificações - eu e o Outro
A gente nasce na expectativa do Outro (por que me chamo João, Maria?) e faz análise para sair da expectativa do Outro.
Freud começa a observar o cotidiano da vida das pessoas e percebe os atos falhos. Começa a catalogá-los e percebe que somos trapaceiros da existência.
Muitos anos depois, Lacan vai sintetizar a descoberta de Freud em uma frase: Não existe relação sexual – que complementa com o fato de que se não existe relação sexual, da minha posição de sujeito, eu sou sempre responsável. Quer dizer, da minha posição de me deparar com a falta do justo valor onde se engrena a sexualidade, se eu não quiser dar resposta mentirosa (isto é, patológica), então:
O obsessivo mente – porque o que não está dentro do seu domínio não existe, não importa. Ele diz que é possível dominar todas as coisas, pois ele as domina. O que ele não domina é porque não lhe interessa. Essa é a lógica do obsessivo. Ele mente.
A histérica mente – porque ela diz que existe relação sexual. Ela mente dizendo que existe uma relação em algum lugar, só que não é você.
Os quadros clínicos são as mentiras sobre o fato da existência da não relação sexual.
Cada um tem que gerar uma resposta única à falta da existência da relação sexual.
A única identidade que a gente reconhece na psicanálise é a solução que cada um encontra ao seu gozo – a não existência da relação sexual.
E aí que o final de análise é a identificação ao sintoma. Dá-se o nome de sintoma à solução singular não-interpretável que uma pessoa encontra para incluir no mundo a sua satisfação.
Esse sintoma não é decifrável, porque ele não é do mundo, ele é a própria marca da pessoa.










Outro dia, em Verona, entrei numa confeitaria para comer uma torta de pera lembrando da torta que André, meu filho, faz. Era deliciosa, mas a de André é especial.
Veja aqui a receita e uma aula de como prepará-la.
E para lembrar da polenta maravilhosa aqui da Itália recomendo essa variação proposta por André: Souflé de polenta com molho cremoso. DELICIOSA !!!!!!!
E se quiser ver mais receitas navegue no site http://www.genesini.com/











A cidadezinha tem uma parte em volta do Lago do mesmo nome e outra parte encostada nas montanhas que fazem divisa com a Suíça. A vista dos Alpes cobertos de neve é muito linda e pode ser melhor apreciada subindo a montanha pelo bondnho (FUNICOLARE) até Brunate, uma vilazinha no alto da montanha.No meio do caminho En medio del camino Nel mezzo del cammino In de middle of the road Au milieu de la route Mitten im Weg
No meio do caminho tinha uma pedra
En medio del camino habia una piedra
Nel mezzo del cammino c´era un sasso
In the middle of the road was a stone
Au milieu de la route il y avait une pierre
Mitten imn Weg lag ein Steintinha uma pedra no meio do caminho
habia una piedra en medio del camino
c´era un sasso nel mezzo del cammino
was a stone in the middle of the road
il y avait une pierre au milieu de la route
Lag ein Stein mitten im Wegtinha uma pedra
habia una piedra
c´era un sasso
was a stone
il y avait une pierre
Lag ein Steinno meio do caminho tinha uma pedra.
en medio del camino habia una piedra.
nel mezzo del cammino c´era un sasso.
in the middle of the road was a stone.
au milieu de la route il y avait une pierre.
Mitten im Weg ein Stein.Nunca me esquecerei desse acontecimento
Nunca me olvidaré de ese acontecimiento
Non dimenticherò questa cosa accaduta
I shall never forget that event
Jamais je n´oublierai cet événement
Nie werde ich dieses Ereignisna vida de minhas retinas tão fatigadas.
en la vida de mis retinas tan fatigadas.
nella vita dei miei occhi cosi stanchi.
in the life ofmy so tired eyes.
dans la vie de mon regard si las.
In Leben meiner so ermudeten Netzhaut vergessen.Nunca me esquecerei que no meio do caminho
Nunca me olvidaré que en medio del caminno
Non dimenticherò mai che nel mezzo de camino
I shall neve forget of the middle of the road
Jamais je n´oublierai qu´au milieu de la route
Nie werde ich vergessen dass mitten im Wegtinha uma pedra
habia una piedra
c´era un sasso
was a stone
il y avait une pierre
Lag ein Steintinha uma pedra no meio do caminho
habia una piedra en medio del caminho
c´era un sasso nel mezzo del cammino
was a stone in the middle of the road
il y avait une pierre au milieu de la route
Lag ein Stein mitten im Wegno meio do caminho tinha uma pedra.
en medio del camino habia una piedra.
nel mezzo del cammino c´era un sasso.
in the midle of the road was a stone.
au milieu de la route il y avait une pierre.
Mitten im Weg lag ein Stein.(CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)
Um belo texto de Jorge Forbes sobre a singularidade: